Desempregados

Afinal são mais de 600.000


Os números do INE so­bre o desemprego no 4º tri­mestre de 2006 deram mais uma machadada nas mentiras de Sócrates. O número oficial de desempregados atingiu, no fim do ano, 458.600 (8,2% da população activa). Na realida­de, como observa o economista Eugénio Rosa, da CGTP, o número é bem maior. Se so­marmos os 85.200 “inactivos disponíveis” (desempregados que não procuraram trabalho nas últimas 3 semanas) e os 68.500 em “subemprego visí­vel” (os que trabalham menos de 15 horas por semana, em­bora desejem trabalhar mais horas), chegamos ao total de 612.300, o que corresponde a cerca de 11% de desempre­gados.
A “obra” de Sócrates nes­tes dois anos consistiu em lan­­çar no desemprego mais 90 mil trabalhadores (quando che­­gou ao governo, o total de de­­sempregados era de 525.300). E, em vez de o reconhecer, o governo recorreu ao estrata­gema de alterar a meio do ano o método de cálculo, o que lhe permitiu anunciar triun­fal­mente uma “redução” do desemprego!
Outro sinal de alarme: o de­semprego de longa duração (um ano ou mais) não cessa de crescer: era de 46,9% do de­semprego total em 2004, su­biu para 50,5% em 2005 e voltou a subir para 51,6% em 2006.
Como seria de esperar, são as mulheres as mais atin­gidas pelo aumento do de­semprego. Entre 2004 e 2006 o desemprego feminino cres­ceu em 47.800. E o subsídio de desemprego médio recebi­do pelas mulheres foi apenas de 336,6 euros, abaixo do sa­lário mínimo nacional.

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